domingo, março 05, 2006

“Transamerica” (2006), Duncan Tucker



My body may be a work-in-progress, but there is nothing wrong with my soul.

Bree (Felicity Huffman) é uma mulher transexual à qual falta apenas a operação final para dar por completa a sua transformação sexual.
Enquanto se prepara para esta nova e importante etapa na sua vida, Bree toma conhecimento que tem um filho delinquente de 17 anos que está preso em Nova Iorque e parte ao seu encontro.
Mãe/Pai e filho iniciam uma viagem de carro de costa a costa americana passando por vários episódios insólitos como a descoberta de Toby (Kevin Zegers) de que aquela senhora que ele julgava pertencer a uma congregação religiosa é afinal um homem, a visita de Bree à sua família que não aceita a sua nova sexualidade e a revelação da verdadeira identidade de Bree como pai de Toby.

“Transamerica” surge sobre a forma de um roadmovie que se desenvolve em pequenas etapas que vão culminar em Los Angeles, onde uma operação espera a protagonista. Mas a operação a que Bree se vai submeter não só lhe mudará o sexo como também lhe trará a felicidade e a aceitação por que tanto anseia.

O humor que pontua certas cenas (principalmente o reencontro de Bree com a sua famíla) é uma mais valia para “Transamerica” ser um filme aparentemente leve apesar de tratar um tema difícil. Este filme não é um mero objecto cómico mas sim uma obra que nos dá que pensar sobre estas pessoas que se vêm desconfortáveis com o sexo com que nasceram.
O realizador Duncan Tucker filmou um verdadeiro transexual sem nunca ridicularizar ou menosprezar estes ser humanos um pouco diferentes dos demais.

Felicity Huffman (notabilizada através da série “Desperate Housewifes”) é encantadora enquanto Bree e merece, mais do que ninguém, ser reconhecida por este papel magnífico.

* * * *

2 comentários:

Júlio disse...

Muito bom filme. Concordo 4*. Vamos lá ver se ganha a tua aposta eheh.

H. disse...

É bom... mas não o achei muito bom. Vive essencialmente da exploração de um tema do qual o grande público talvez ñ esteja mto informado e, claro, da interpretação da Felicity. Nem quero acreditar que ela ñ ganhou o Óscar... Merecia...