segunda-feira, dezembro 04, 2006

“The Queen” (2006), Stephen Frears



Nascida para reinar

Em Agosto de 1997 a morte da Princesa Diana chocou o mundo inteiro. A princesa do povo, como mais tarde viria a ser chamada, foi vítima de um fatal acidente de viação em Paris provocado por uns paparazzi que buscavam a última foto sensação da tão mediática Lady Di.
A resposta da família real britânica ao trágico e inesperado acidente foi manter a privacidade das emoções e não tornar público o funeral e as condolências prestadas a Lady Di. Em total contraste a esta posição conservadora e protectora tomada pela Rainha Isabel II (Helen Mirren), está a posição defendida por um então recém primeiro-ministro Tony Blair (Michael Sheen) que apelava a um funeral público onde o povo pudesse despedir-se da sua adorada princesa.

“The Queen” é um filme que segue as heranças britânicas de um gosto especial pelas biografias de figuras importantes, especialmente de monarcas que marcaram a história. No entanto, este filme não se trata de uma biografia da vida da Rainha Isabel II, mas sim de um episódio específico da vida da monarca que veio, de certa forma, pôr em causa o seu papel como governante.
O realizador Stephen Frears, que o ano passado nos brindou com o divertido “Mrs.Henderson Presents”, procurou completar as imagens ficcionais deste acontecimento com imagens reais e de arquivo, a fim de dar uma maior credibilidade ao filme.

“The Queen” é um filme composto por uma dicotomia: por um lado vemos a reacção contida e algo fria da família real em relação à morte da Lady Di, enquanto do outro lado vemos um povo emotivo a chorar a morte da sua princesa. No meio encontramos um primeiro-ministro que procura ser o mediador entre os desejos afectuosos do povo britânico e uma Rainha que pretende resguardar os seus sentimentos mais íntimos e privados.

Helen Mirren foi galardoada no Festival de Veneza deste ano com o prémio de Melhor Actriz, prémio que não podia ter sido melhor entregue visto este ser um dos papéis femininos do ano. A actriz conseguiu dar a Isabel II uma imagem não só de uma mulher forte que tenta a todo o custo manter o equilíbrio na sua família e nas relações com o seu povo, mas também uma mulher com sentimentos e extremamente humana (veja-se a cena em que a rainha vai ver o veado degolado).

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3 comentários:

wasted blues disse...

Um dos melhores aspectos do filme é justamente como apresenta essa dicotomia de sentimentos, de reacções.

Margarida C. disse...

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Júlio disse...

A sala era só velhotes. Esperava um filme muito adulto, para gente madura. Afinal é acessível e gostei muito!