quarta-feira, maio 10, 2006

“Drawing Restraint 9” (2006), Matthew Barney



Rituais de Entrega

Matthew Barney, escultor e artista plástico, inspirou-se nas tradições ancestrais dos casamentos japoneses para este novo filme.
A bordo do baleeiro japonês “Nisshin Maru”, dois ocidentais (o próprio Matthew Barney e a cantora islandesa Björk) são iniciados nos rituais dos casamentos Shinto, nomeadamente com as suas vestes e comportamentos.
Ao mesmo tempo que se preparam para consumar a entrega dos corpos, uma escultura feita com gordura animal que se encontra no convés é destruída devido a uma tempestade. O líquido rapidamente começa a alastrar e vai ao encontro dos dois amantes, envolvendo-os por completo e permitindo que neles se operem grandes transformações.

Com uma banda-sonora composta por Björk, “Drawing Restraint 9” é um objecto difícil de classificar por se tratar de um “filme” onde apenas a beleza visual e musical interessam. Não existe praticamente argumento, as personagens não mostram qualquer sentimento e o surrealismo acompanha grande parte das cenas.

Apesar de por vezes ser imperceptível, “Drawing Restraint 9” é esteticamente belíssimo e é impossível não ficar fascinado com todos os rituais que vamos acompanhando.
Toda a cena da mutilação e entrega dos corpos entre Barney e Björk é, ao mesmo tempo, perturbante e magnetizante por toda a estranheza e simbolismo que nela estão representados.

* * * *

15 comentários:

Júlio disse...

Epah, q filme. Uma pessoa sai de lá com os olhos esbugalhados. O filme vive sobretudo da imagem, pois ao longo de duas horas e meia n há praticamente falas. O q pode parecer uma chatisse. Mas nao! Achei o filme mt bom. A componente visual é sem duvida espectacular. Poesia com imagens, cm alguem disse, eheh. A cena dos corpos é das mais envolventes e esquisitas q já vimos!
Podias ter dado mais uma estrelinha:P

Joana C. disse...

Júlio: é realmente um filme estranho, dos mais estranhos que já vi. Apesar de não ter falas e de durar 2h e tal, não achei nada chato pois a beleza das imagens embala-nos ;) ***
E estive a ponderar e vou dar mais uma estrelinha sim (ou seja, fica com 4).

H. disse...

Ena, uma crítica positiva!
O trailer promete, mas duvido mto que arrisque vê-lo... Um dos raros casos em que me deixei influenciar pelo negativismo...

Joana C. disse...

h - aconselho a ires ver! mas é daqueles filmes que ou se gosta muito ou se detesta. Visualmente é lindíssimo e as últimas cenas são de facto impressionantes ;)

João D. disse...

È verdade miúda, vês alguma razão para a reacção tão negativa, por parte dos críticos, a este filme? Não está muito dentro da minha onda diga-se, mas estou curioso para saber se encontraste alguma razão plausível para isso.

e vão ver o tributo ao carlos paredes. Pena não estar no alvaláxia, mas podem crer que vale bem a pena.

Joana C. disse...

João - também há críticos que gostaram do filme (o João Lopes deu 4 estrelas).
Agora as reacções negativas podem ter a ver com o gosto pessoal...acho que é preciso ir com boa disposição e de alguma forma preparado para ir ver um filme que não tem nada de parecido com aquilo que vemos por aí. O Matthew Barney realizou este "Drawing Restraint 9" a pedido de um museu japonês de arte contemporânea. Por isso é importante vermos que a ideia original era fazer umas instalações artísticas para um mmuseu e só mais tarde juntá-las de modo a ser um filme.

Zyro disse...

Vocês deixaram-me mesmo curioso.Tenho de ir ver.

P.R disse...

Eu lamento vir contrariar as reacções positivas a este filme, mas eu detestei-o :p Nem vale a pena dizer do que não gostei porque foi tudo, desde o argumento (?), a realização, à fotografia à torturante banda-sonora... Enfim, tudo :p Como bem disseste Joana este é um filme que se ama ou detesta... eu odiei :P

Joana C. disse...

pedro romão - já esperava que alguém deixasse um comentário a dizer que odiou o filme, lol. Até te percebo, são gostos :)

Mário Lopes disse...

Este é daqueles que vai mesmo ter que ficar para DVD.
No entanto, o meu nível de interesse diminuiu quando li que tem 2 horas e tal de pouco diálogo e muitas imagens lindas...é que para isso já me basta a desilusão do "The New World" :D lol.

Bjs :)!

Spaceboy disse...

Ainda não vi o filme, mas a banda-sobora pela Björk está muito mazinha...uma seca mesmo...

Afonso disse...

Não podia estar mais de acordo com o comentario, e que comentario. Mas não sei no que se realça mais o tal "estranho" ou a beleza. Mas acho que a parte da mutilação dá uma nova forma ao filme.
Mas o filme ainda se tornou melhor por o ter visto no IndieLisboa e não no King (porque aquelas cadeiras apertadas têm muito que se lhe diga).
E só queria acrescentar mais uma coisa, obrigado por dares-me a conhecer essa magnifica música.
Vou passar mais vezes por aqui, parabens pelo blog.

Joana C. disse...

Afonso: eu não o vi no IndieLisboa, vi no King mesmo. Já agora, aconselho vivamente o álbum "Withching hour"(2005)dos Ladytron ;)

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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