sexta-feira, abril 21, 2006

“Inside man” (2006), Spike Lee



My name is Dalton Russell. Pay strict attention to what I say because I choose my words carefully and I never repeat myself.

Spike Lee é considerado como um dos mais criativos e políticos realizadores americanos. Depois de realizar um dos grandes filmes dos últimos tempos, “25th hour”, o ano passado não parece ter corrido assim tão bem a Lee uma vez que a sua obra “She hate me” tenha ficado para muita gente apenas marcada pela premissa interessante.
O novo filme de Spike Lee parece fazer esquecer um pouco a mediania do filme anterior.

Um grupo planeia um assalto perfeito a um importante banco de Nova Iorque. Os inúmeros reféns são obrigados a vestirem-se tal como os ladrões, liderados por Dalton Russel (Clive Owen), para criarem a confusão entre quem é culpado e quem é inocente.
O Detective Keith Frazier (Denzel Washington) é nomeado para negociar com os assaltantes e garantir que estes não matam nenhum refém enquanto o director geral do banco (Christopher Plummer) contrata Madeline White (Jodie Foster) para esta assegurar que um segredo seu que está dentro de um dos cofres não seja revelado.

“Inside Man” é grandioso pela maneira energética com que é filmado e por abordar os temas que são tão característicos de Spike Lee: as tensões sociais e raciais numa América que é uma mistura complexa de inúmeras identidades.
Marcadamente mais mainstream do que as anteriores obras do realizador, “Inside Man” consegue ser um grande filme de puro entretenimento mas ao mesmo tempo ser inteligente e ter substância.
Com um trio de actores do mais alto calibre, o filme vai desenrolando-se a uma velocidade alucinante deixando o espectador com enorme expectativa quanto ao desenvolvimento da trama.
Os diálogos bastante políticos e com algum humor inteligente à mistura são também umas das boas características de “Inside Man”, bem como o argumento imprevisível e surpreendente.

* * * *

7 comentários:

H. disse...

competente, tem momentos deliciosamente críticos (puro spike lee!) mas tem um enredo pouco original...

João D. disse...

obviamente que adorei o filme. Cómico qb, fala de questões do 11 de setembro também qb, e tem uma história envolvente. Não é perfeito como o 25th hour, mas é realmente melhor que o "she hate me" que, mesmo assim, eu até gostei muito e acho que foi um filme muito subvalorizado e até mal interpretado por muita gente.

Jorge M. disse...

É, sem dúvida, um dos melhores argumentos que chegaram a Portugal este ano. Pareceu-me só que a Judie Foster não esteve ao mesmo nível do Denzel e do Clive (confianças...). Ficou provado que o Spike Lee nunca mais foi o mesmo depois do 9/11.

A música do genérico é algo assombroso!

Joana C. disse...

H. - a crítica social é dos pontos mais fortes do filme. quanto ao enredo até o achei original, não é daqueles filmes típicos de assaltos a bancos.

joão - acho que é bem melhor que o "She hate me" que já sabes que não me disse grande coisa...a ideia do filme até está interessante mas na prática penso que não resultou. e sim, o "25th" é perfeito :)

jorge m. - A Jodie Foster não sobressai tanto como eles os dois mas penso que está muito bem no papel. A personagem dela poderia ter sido mais explorada talvez.
Também achei piada à música indiana do genérico.

Mário Lopes disse...

A ver o mais breve possível :P!

Cumprimentos

André Batista disse...

grande, grande FILMAÇO!! cumps :)

Júlio disse...

Entretem. Algumas cenas cómicas à mistura. Um fim por que ninguem esperava (e isso é bom). Critica social um pouco para a paródia. Mediano.